O gerenciamento da infraestrutura em nuvem em vários fornecedores requer experiência mais profunda, ferramentas avançadas de monitoramento e automação e coordenação significativa. A escassez de arquitetos e engenheiros qualificados em nuvem apenas aumenta o desafio, inflando ainda mais custos de treinamento, recrutamento ou terceirização. O faturamento em ambientes multicloud é outro ponto de dor significativo. Muitas empresas relatam que o gerenciamento de despesas em nuvem ficou tão complicado que não tem visibilidade para onde seu dinheiro está indo, muito menos como otimizar adequadamente as coisas. Sem práticas bem estabelecidas de gerenciamento financeiro, custa custos fora de controle, criando uma desconexão entre os gastos em nuvem e o valor comercial.

Migrando cargas de trabalho de volta ao local

Um dos sinais mais reveladores do problema do ROI em nuvem é uma tendência que teria sido impensável há apenas alguns anos: algumas empresas estão transferindo suas cargas de trabalho de volta a data centers privados ou em parceria com provedores de serviços gerenciados. Dados recentes da Austrália revelam que essa tendência está ganhando força, e eu observei respostas semelhantes em outros mercados importantes, incluindo os Estados Unidos e a Europa.

A decisão de retirar as cargas de trabalho da nuvem sinaliza uma reavaliação coletiva das suposições iniciais que impulsionaram a adoção da nuvem. Para muitas organizações, particularmente aquelas que executam cargas de trabalho em estado estacionário, data centers privados ou ambientes de hospedagem gerenciados oferecem melhor previsibilidade e controle de custos. Os altos custos fixos da infraestrutura local, uma vez que um impedimento, agora são vistos como uma vantagem em evitar a volatilidade orçamentária do faturamento baseado em uso. Além disso, organizações com requisitos estritas de conformidade ou sistemas legados acham difícil justificar os custos de transformação necessários para adotar completamente a nuvem.