É por isso que o gerenciamento financeiro na nuvem se tornou uma disciplina tão importante. As empresas precisam de ser muito mais cuidadosas sobre a forma como se comprometem com os recursos da nuvem, como modelam o seu consumo futuro e como incorporam flexibilidade nas suas estratégias de nuvem. Os dias em que se presumia que você sempre poderia revender para sair de um compromisso excessivo acabaram, pelo menos com a AWS.

Para o Azure e o Google Cloud, o cenário de revenda é um pouco diferente, mas os mesmos princípios gerais se aplicam. Esses provedores têm suas próprias políticas de transferência de capacidade e, como a AWS, essas políticas podem mudar a qualquer momento. As empresas devem compreender as suas opções antes de fazer compras grandes e comprometidas e criar planos de contingência caso a sua utilização real divirja das suas projeções – ou se as políticas de revenda mudarem.

O resultado final é que revender instâncias de nuvem reservadas não utilizadas é muito mais complicado do que parece. O mercado não está tão aberto como antes, as opções são limitadas e os próprios fornecedores detêm a maior parte dos cartões. Meu cliente se queimou e duvido que seja o único. As empresas que desejam otimizar seus gastos com nuvem devem se concentrar em previsões precisas, no dimensionamento cuidadoso dos compromissos e na otimização contínua, em vez de confiar na revenda como válvula de segurança. Essa abordagem funcionou em determinado momento, mas esses dias já se foram.