Provedores de nuvem pública são caros, e não estou sozinho nessa opinião. A Civo, uma empresa especializada em serviços de nuvem pública, publicou recentemente um relatório sobre o estado do mercado de nuvem. A Civo entrevistou mais de 500 profissionais do setor de nuvem para analisar as tendências atuais. O relatório se concentra especificamente no Microsoft Azure, Google Cloud Platform e Amazon Web Services, os três maiores provedores de nuvem. De acordo com sua análise, o mercado de computação em nuvem deste ano agora enfrenta “desafios significativos”. Os preços estão se tornando mais um fardo para as empresas do que uma oportunidade de economia de custos.

A nuvem nunca foi barata

Um dos pontos principais do meu último livro foi que a computação em nuvem nunca foi e nunca seria barata, apesar de ser comercializada como uma alternativa menos dispendiosa às implantações tradicionais no local. A maioria de nós levou uma calculadora e alguns minutos para perceber isso. Isso não significa que a computação em nuvem não oferece benefícios às empresas. Um é a agilidade, ou a capacidade de provisionar e alterar sistemas de TI sob demanda. Outro é a capacidade desses sistemas de escalar rapidamente por meio de serviços virtuais em vez de paletes de servidores parados nas docas de carga do seu data center.

No entanto, se você não consegue encontrar o valor comercial, a nuvem não será a melhor solução. De fato, muitas empresas e empresas de software retornaram às implantações locais devido às reduções de preço de hardware que cortam os custos em até um terço. Isso funciona se seu uso for estável e sua empresa não ganhar muito valor com a agilidade e escalabilidade da nuvem. Para a maioria das empresas, esses são os principais impulsionadores de valor.