Algumas empresas de software toleraram discretamente a pirataria, imaginando que quanto mais o seu software se espalhasse – mesmo ilegalmente – mais vendas legítimas se seguiriam no longo prazo. O argumento era que se estudantes e amadores pirateassem o software, isso levaria a vendas de negócios quando essas pessoas entrassem no mercado de trabalho. A frase de efeito aqui era “pirataria é mais barata que marketing”. Esta nunca foi uma posição oficial, mas a pirataria era muitas vezes tolerada discretamente.
No final, o sistema de lançamento de versão levou a altos e baixos nas receitas, bem como a um pouco de prestidigitação com a definição de “vendido”. O software foi vendido no segundo em que saiu do armazém e foi para um varejista? Ou quando o cliente pagou no caixa? Tornou-se comum “bombear o canal” com caixas no final de um trimestre financeiro e depois devolver o software após o primeiro dia do mês, apesar dos números do próximo trimestre. A temida Lei Sarbanes-Oxley foi motivada em pequena parte por esta prática.
O verdadeiro valor do software
É claro que o valor real não estava nos produtos físicos enviados, mas nos bits e bytes reais que acabavam na memória do computador. Lembro-me de uma discussão na Usenet (OK, discussão) com um cara que reclamou que havia gasto US$ 299 e tudo o que conseguiu foram três disquetes ruins. Ele permaneceu não convencido.
